quinta-feira, 9 de abril de 2009

Lá vem o "poeta"!

Andando pela rua, mais um cigarro para liberar
sol nascendo, horizonte infinito, pensamentos parasitas
Paralisia mental em passo largos,
Ao encontro do que não espero, não posso saber
há tempos não há algo que me faça comemorar.
Quem me disse que um dia isso iria passar?
IIhh! Sujou, lá vem o poeta. O poeta rimou
Nao passa despercebido na multidão, algo além de ser
suas palavras sujas de ironia alcoolica, por nao saber
Vender o seu pudor, para ilustres altruístas no bordel.
Finja ser o que lhe seja oportuno, finja merecer o que é
Para que tanta inovação? Se não podemos envelhecer em paz
Muros e grades para proteger o que se pode ver da janela
o que não podemos vender, ao menos comprar
Comparar o que não se pode perceber.
Espero sempre ser, espero sem esquecer
que um dia posso envelhecer e vir a ser você

terça-feira, 7 de abril de 2009

Destino FdP

O destino provocou. Horroshow na capela de Assunção
quem decide o que acontece, somente quem percebe
o lado que o vento vai soprar, o buraco que o vento vai te empurrar
Ela provoca, invoca o estado martirio da matéria.
Me deixa na incerteza, na pureza de um copo de licor
esperando o cigarro apagar antes da chuva levar
Arrumar os acordes, sintonizar a estação
Procurar nas entrelinhas do jornal, uma possivel explicação.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Sou, mas não sou. Eis a questão!

Agora estou livre, posso sentir. Não sei te explicar
Muito menos desenhar, os caminhos... são incertos.
Palavra por palavra, peça por peça, vai formando
você não sente, mas vislumbra
não toca, mas saboreia.
Ela me deixa, ela me sente
Me deixe no canto, se te vejo, te quero
Se te quero, me odeio. Se te tenho, me despojo
Não escondo que te quero, nem percebo se afundo
Afundo nesse mar, afundo pra voar.
Voar no seu cabelo
Viajar no teu jeito, dançar com a sua voz.
Me ignore, me devore. Não quero que saiba que sou seu...
Não quero que saiba o que sei
Não quero que pense que sei
Sei que sou seu, sei que não só eu.