quarta-feira, 14 de julho de 2010

Quanto tempo ainda nos resta? Agora que tudo se tornou risos. Ouve-se de longe, apenas observa. Absorve, o que de melhor há em ti. Eles esqueceram quem alguém sangrou. Sussurre uma canção, antes de o trem partir. Alimente aquela semente, mesmo que lhe custe, sangre mesmo que não escutem. Até agora tudo normal, nada corporal. São apenas frases e teorias incondicionais dispostas virtualmente. Por entre os dentes, grito que não se vá, na mente guardo a lembrança de um dia ter visto você passar. Guardo segredos em um pacote nuclear. Na mochila escondo os meus desejos. Quando poderemos dizer que o real aconteceu? Quando o real poderá acontecer? É possível que alguém diga, loucura passional, mente virtual, deram um nome, exportaram o racional. Até quando seremos portadores de logaritmos irreais?

sábado, 12 de setembro de 2009

No Terceiro Planalto

Solenidade importuna que me atormenta. Liberdade expositoria, típica de quem não tem o que fazer em cidade pequena. Passei a semana com uma densa nuvem nostálgica pairando sobre minha cabeça, e me peguei várias vezes se perguntando o que acontece com as pessoas de sucesso nessa atípica cidade. (Sucesso lê-se= pessoas inteligentes e atualizadas, visionárias e na margem da massa) Procurando alguém para culpar o meu lamento, encontrei a cidade. Fria e nada intimidadora, estacionada em um tempo desconhecido e nada convidativa. Há quem diga que é uma das melhores cidades para se morar, não discordo completamente, mas analisando as pessoas que circundam meu circulo social, penso que não há outra maneira de explicar os seus "fracassos" se não por culpa dessa cidade. Não o fracasso financeiro ou do amaldiçoado status quo. Mas, sim aquele fracasso amargo e dolorido, os "normais" o chamam de Deserto e nós os loucos de inspiração. Aquele fracasso que ao por a cabeça no travesseiro nos perguntamos: "onde foi que eu errei? será que fui eu mesmo? ou alguém errou por mim?" É, sempre procuramos alguém para culpar além de nós mesmos, se não bastasse essa dor da derrota, ainda temos de aceitar que a culpa é exclusivamente nossa. Aqui existe um rock n'roll recluso e sem razão, conformado e oportunista. Um rock que não cria os seus momentos, nem expõe seus ideais, se é que tais existem! Se nem no rock posso ser livre, quem dirá na minha rotina. Manter o padrão eclesiástico de comportamento, como se todos fossemos filhos da mesma Maria. E, quem não o é, talvez seja filho Obadias. Mas, de alguém que alguém conhece ou já ouviu falar o é. Somos filhos daquilo que não podemos tocar, nem sentir. Um pai que não se pode abraçar, uma mãe que não pode amamentar. Talvez seja o clima, talvez seja o dia de amanhã. A noite de ontem não posso mais reclamar, já passou e a alimentou a magoa que nasceu. Não é uma magoa pessoal nem autoral, é apenas uma vontade de dizer: FODA-SE!

terça-feira, 14 de abril de 2009

Há um mundo novo a espera por nós

De onde virá opiniões em dezenas
Firme-se, não se deixe levar pelos devaneios
Em alto-mar, quem dá as ordens é o capitão
Na linha do tempo, é você
Se perceber, e não perecer,
Apodrecer no mesmo véu
Que cobre o altar do velho Vilmar.
Posso cantar apenas mais uma canção antes de amanhecer
Só irei te reconhecer amanhã, se lembrar onde te encontrei
Se recompor o meu pudor.
Não deixarei o tempo vir, e levar os centavos assim.
É um começo, é um desleixo
Deixe-me pensar, estarei distante
Não perturbe, não me encube
Na caixa não ficarei,
Em um sentido só não andarei
E, se eu me perder
Há sempre um outro mundo novo a espera por nós.