quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Algumas cervejas e acabo assim

Nem todo dia, nem toda hora
o que imorta é o agora.
Te vejo sorrir, te vejo amar
te vejo amar, és tão grande o mar.
Sorria agora! Essa é a hora
Grite, cante, não deixe escapar
o momento em que tudo vai se encontar!

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Quem perdeu foi você!

Se você não acredita espere para ver
vai fazer sua cabeça, vai te fazer pirar
Um jornal, um maço de cigarros todos querem dizer
O ritmo é veloz nada pode me parar

Sentir o vento, deixar o tempo passar
Onde possa gritar, drenar o sangue para fora
Que diferença faz estar aqui?
Incorporado, alienado tentando fazer o que é real

Para você que acha que perder é não ter
habilidades para vencer, te digo agora
Quem perdeu foi você!

A TV te cortou, e tua mulher te deixou
Quem te influenciou não pode aproveitar
O dinheiro que juntou, sem ao menos sujar
Quem sujou foi um estagiario de cartel.

Milicia organizada, ensopado de carteiras
Tudo que você tem agora é uma conta na Suiça
Essas notas não trarão os dias de outrem
Nesse passo o que te sobrara será sementes sem solo para jogar.  

terça-feira, 27 de julho de 2010

Passou, baby! Passou.

Sobre perda é tão fácil escrever. Todos sabem, todos sentem. É tão fácil perceber que... perde-se um olhar, um sorriso, um riso imaculado. Perde-se a fronteira, a eira e a beira. Perde-se o ônibus, e os primeiros minutos da aula imperdível de literatura. Perde-se aquele professor que te faz querer ser melhor do que pode-se imaginar ser. Perde-se aquele cd favorito e o livro que te fez viajar em gravuras mal recortadas na infância. Perde-se a inata capacidade de sonhar. Perde-se a irrefreável vontade de gritar. Perde-se a vontade de chorar quando o tempo lhe vira as costas. Perde-se a saudade. Perde-se gotas de saudade. Perde-se litros de amores e várias garrafas. Perde-se aquela vontade de correr para os braços de quem abre a porta todos os dias. Perde-se a vontade de abraçar. Perde-se um abraço. Perde-se um braço em lutas horizontais. Perde-se o perdão. Perde-se o perdoar. Perde-se a chance de atirar do canhão. Perde-se um cigarro aceso. Perde-se um beijo do seu batom. Perde-se o reflexo no espelho. Perde-se as espinhas imaturas. Perde-se o símbolo sexual dos anos 60'. Perde-se os heróis. Perde-se o rockn'roll. Perde-se o samba. Perde-se o amigo, a amiga e aquele o qual ninguém lembra o nome, mas te disse o que nunca imaginou. Perde-se a imaginação. Perde-se um coração. Perde-se a crase e a trema, o hífen fica pra depois... é, sobre perda é fácil escrever, quando a gente percebe que não existe perda, apenas movimento.