terça-feira, 14 de abril de 2009

Há um mundo novo a espera por nós

De onde virá opiniões em dezenas
Firme-se, não se deixe levar pelos devaneios
Em alto-mar, quem dá as ordens é o capitão
Na linha do tempo, é você
Se perceber, e não perecer,
Apodrecer no mesmo véu
Que cobre o altar do velho Vilmar.
Posso cantar apenas mais uma canção antes de amanhecer
Só irei te reconhecer amanhã, se lembrar onde te encontrei
Se recompor o meu pudor.
Não deixarei o tempo vir, e levar os centavos assim.
É um começo, é um desleixo
Deixe-me pensar, estarei distante
Não perturbe, não me encube
Na caixa não ficarei,
Em um sentido só não andarei
E, se eu me perder
Há sempre um outro mundo novo a espera por nós.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Lá vem o "poeta"!

Andando pela rua, mais um cigarro para liberar
sol nascendo, horizonte infinito, pensamentos parasitas
Paralisia mental em passo largos,
Ao encontro do que não espero, não posso saber
há tempos não há algo que me faça comemorar.
Quem me disse que um dia isso iria passar?
IIhh! Sujou, lá vem o poeta. O poeta rimou
Nao passa despercebido na multidão, algo além de ser
suas palavras sujas de ironia alcoolica, por nao saber
Vender o seu pudor, para ilustres altruístas no bordel.
Finja ser o que lhe seja oportuno, finja merecer o que é
Para que tanta inovação? Se não podemos envelhecer em paz
Muros e grades para proteger o que se pode ver da janela
o que não podemos vender, ao menos comprar
Comparar o que não se pode perceber.
Espero sempre ser, espero sem esquecer
que um dia posso envelhecer e vir a ser você

terça-feira, 7 de abril de 2009

Destino FdP

O destino provocou. Horroshow na capela de Assunção
quem decide o que acontece, somente quem percebe
o lado que o vento vai soprar, o buraco que o vento vai te empurrar
Ela provoca, invoca o estado martirio da matéria.
Me deixa na incerteza, na pureza de um copo de licor
esperando o cigarro apagar antes da chuva levar
Arrumar os acordes, sintonizar a estação
Procurar nas entrelinhas do jornal, uma possivel explicação.