sábado, 12 de setembro de 2009
No Terceiro Planalto
Solenidade importuna que me atormenta. Liberdade expositoria, típica de quem não tem o que fazer em cidade pequena. Passei a semana com uma densa nuvem nostálgica pairando sobre minha cabeça, e me peguei várias vezes se perguntando o que acontece com as pessoas de sucesso nessa atípica cidade. (Sucesso lê-se= pessoas inteligentes e atualizadas, visionárias e na margem da massa) Procurando alguém para culpar o meu lamento, encontrei a cidade. Fria e nada intimidadora, estacionada em um tempo desconhecido e nada convidativa. Há quem diga que é uma das melhores cidades para se morar, não discordo completamente, mas analisando as pessoas que circundam meu circulo social, penso que não há outra maneira de explicar os seus "fracassos" se não por culpa dessa cidade. Não o fracasso financeiro ou do amaldiçoado status quo. Mas, sim aquele fracasso amargo e dolorido, os "normais" o chamam de Deserto e nós os loucos de inspiração. Aquele fracasso que ao por a cabeça no travesseiro nos perguntamos: "onde foi que eu errei? será que fui eu mesmo? ou alguém errou por mim?" É, sempre procuramos alguém para culpar além de nós mesmos, se não bastasse essa dor da derrota, ainda temos de aceitar que a culpa é exclusivamente nossa. Aqui existe um rock n'roll recluso e sem razão, conformado e oportunista. Um rock que não cria os seus momentos, nem expõe seus ideais, se é que tais existem! Se nem no rock posso ser livre, quem dirá na minha rotina. Manter o padrão eclesiástico de comportamento, como se todos fossemos filhos da mesma Maria. E, quem não o é, talvez seja filho Obadias. Mas, de alguém que alguém conhece ou já ouviu falar o é. Somos filhos daquilo que não podemos tocar, nem sentir. Um pai que não se pode abraçar, uma mãe que não pode amamentar. Talvez seja o clima, talvez seja o dia de amanhã. A noite de ontem não posso mais reclamar, já passou e a alimentou a magoa que nasceu. Não é uma magoa pessoal nem autoral, é apenas uma vontade de dizer: FODA-SE!
terça-feira, 14 de abril de 2009
Há um mundo novo a espera por nós
De onde virá opiniões em dezenas
Firme-se, não se deixe levar pelos devaneios
Em alto-mar, quem dá as ordens é o capitão
Na linha do tempo, é você
Se perceber, e não perecer,
Apodrecer no mesmo véu
Que cobre o altar do velho Vilmar.
Posso cantar apenas mais uma canção antes de amanhecer
Só irei te reconhecer amanhã, se lembrar onde te encontrei
Se recompor o meu pudor.
Não deixarei o tempo vir, e levar os centavos assim.
É um começo, é um desleixo
Deixe-me pensar, estarei distante
Não perturbe, não me encube
Na caixa não ficarei,
Em um sentido só não andarei
E, se eu me perder
Há sempre um outro mundo novo a espera por nós.
Firme-se, não se deixe levar pelos devaneios
Em alto-mar, quem dá as ordens é o capitão
Na linha do tempo, é você
Se perceber, e não perecer,
Apodrecer no mesmo véu
Que cobre o altar do velho Vilmar.
Posso cantar apenas mais uma canção antes de amanhecer
Só irei te reconhecer amanhã, se lembrar onde te encontrei
Se recompor o meu pudor.
Não deixarei o tempo vir, e levar os centavos assim.
É um começo, é um desleixo
Deixe-me pensar, estarei distante
Não perturbe, não me encube
Na caixa não ficarei,
Em um sentido só não andarei
E, se eu me perder
Há sempre um outro mundo novo a espera por nós.
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Lá vem o "poeta"!
Andando pela rua, mais um cigarro para liberar
sol nascendo, horizonte infinito, pensamentos parasitas
Paralisia mental em passo largos,
Ao encontro do que não espero, não posso saber
há tempos não há algo que me faça comemorar.
Quem me disse que um dia isso iria passar?
IIhh! Sujou, lá vem o poeta. O poeta rimou
Nao passa despercebido na multidão, algo além de ser
suas palavras sujas de ironia alcoolica, por nao saber
Vender o seu pudor, para ilustres altruístas no bordel.
Finja ser o que lhe seja oportuno, finja merecer o que é
Para que tanta inovação? Se não podemos envelhecer em paz
Muros e grades para proteger o que se pode ver da janela
o que não podemos vender, ao menos comprar
Comparar o que não se pode perceber.
Espero sempre ser, espero sem esquecer
que um dia posso envelhecer e vir a ser você
sol nascendo, horizonte infinito, pensamentos parasitas
Paralisia mental em passo largos,
Ao encontro do que não espero, não posso saber
há tempos não há algo que me faça comemorar.
Quem me disse que um dia isso iria passar?
IIhh! Sujou, lá vem o poeta. O poeta rimou
Nao passa despercebido na multidão, algo além de ser
suas palavras sujas de ironia alcoolica, por nao saber
Vender o seu pudor, para ilustres altruístas no bordel.
Finja ser o que lhe seja oportuno, finja merecer o que é
Para que tanta inovação? Se não podemos envelhecer em paz
Muros e grades para proteger o que se pode ver da janela
o que não podemos vender, ao menos comprar
Comparar o que não se pode perceber.
Espero sempre ser, espero sem esquecer
que um dia posso envelhecer e vir a ser você
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