segunda-feira, 9 de março de 2009

Na privada com Stephenie Meyer - "o Crepuscúlo"


Admito, foi uma leitura agradável. Até comecei a ler o segundo livro. Uma história interessante, com um toque jovial convidativo e a velha jornada do herói.
Se eu não fosse admirador da velha guarda e histórias sobre vampiros devessem causar medo e euforia, até consideraria uma boa leitura. Mas, não posso aceitar a deturpação que essa mulher fez num dos maiores mitos da literatura mundial.
Para começar que porcaria é essa de vampiro que não se queima na luz do sol? Até os filmes mais viajados, como Blade, criaram uma solução para esse problema. (já não sou muito fã de Blade, por ele ser do “bem”, também não torço pelo mal, mas mal é mal, e bem é bem). Não se pode chegar e, simplesmente dizer que é mentira que vampiro não se queima ao sol. Quem ela pensa que é? Descendente direta do Drácula por acaso?
Aceito o fato de ninguém na história notar quão estranho o grupo vampiresco é numa cidade conservadora e todo o mais, se fosse real, guarapuavano nenhum deixaria esse fato em branco. A massa sempre ignora tais fatos, Bruce Wayne sempre desaparecer na hora em que o Batman aparece, e o Clark Kent entrar numa cabina e sair o Homem de Aço, excluindo a semelhança física. AH! Sem esquecer o Peter Parker abrindo sua camisa em plena luz do dia numa rua movimentada tal o sambódromo no carnaval, e ninguém notar que ele é o Homen-Aranha. Quem se importa mesmo?
Voltando, poderia ser mais meloso? Cara é mais melodramático do que os filmes abobados da Hilary Duff (ela é gostosa, mas não justifica). Se você juntar batata-doce, mel puro, três xícaras de açúcar mascavo, brigadeiro, e um cd do Vitor e Léo, ainda assim não fica tão meloso quanto o desenrolar do êxtase da história. EM UM LIVRO SOBRE VAMPIROS?
E no segundo livro, que porcaria é essa de um vampiro de um século querer se matar se a menina morrer? Quando eu desejava ser um vampiro na infância (uma salva para a confusão dos hormônios) era pela liberdade de voar pelo mundo, controlar a mente das pessoas, conquistar qualquer mulher, caminhar sem ser notado, espiar, sentir o cheiro a kms, todas essas coisas legais que vampiros podem fazer (descartando o fato da alimentação, ok?) e, de repente, me aparece um que quer se matar por uma garota. Pensei, só pode ser brincadeira.
Esse livro simplesmente destruiu um dos maiores mitos do mundo. Essa mulher conseguiu a proeza de transformar uma história intrigante e fantástica em mais um conto de fadas qualquer. Lixo de qual Hollywood e a minha mente já estão fartos.

Trilha Sonora: Arctic Monkeys – Perhaps Vampires is a Bit Strong But

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