terça-feira, 27 de julho de 2010
Passou, baby! Passou.
Sobre perda é tão fácil escrever. Todos sabem, todos sentem. É tão fácil perceber que... perde-se um olhar, um sorriso, um riso imaculado. Perde-se a fronteira, a eira e a beira. Perde-se o ônibus, e os primeiros minutos da aula imperdível de literatura. Perde-se aquele professor que te faz querer ser melhor do que pode-se imaginar ser. Perde-se aquele cd favorito e o livro que te fez viajar em gravuras mal recortadas na infância. Perde-se a inata capacidade de sonhar. Perde-se a irrefreável vontade de gritar. Perde-se a vontade de chorar quando o tempo lhe vira as costas. Perde-se a saudade. Perde-se gotas de saudade. Perde-se litros de amores e várias garrafas. Perde-se aquela vontade de correr para os braços de quem abre a porta todos os dias. Perde-se a vontade de abraçar. Perde-se um abraço. Perde-se um braço em lutas horizontais. Perde-se o perdão. Perde-se o perdoar. Perde-se a chance de atirar do canhão. Perde-se um cigarro aceso. Perde-se um beijo do seu batom. Perde-se o reflexo no espelho. Perde-se as espinhas imaturas. Perde-se o símbolo sexual dos anos 60'. Perde-se os heróis. Perde-se o rockn'roll. Perde-se o samba. Perde-se o amigo, a amiga e aquele o qual ninguém lembra o nome, mas te disse o que nunca imaginou. Perde-se a imaginação. Perde-se um coração. Perde-se a crase e a trema, o hífen fica pra depois... é, sobre perda é fácil escrever, quando a gente percebe que não existe perda, apenas movimento.
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Nada se perde, apenas se transforma =)
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